sexta-feira, 14 de julho de 2006



Vou para outras paragens por uns dias...

Beijinho grande para todos e.... refresquem-se!!!!! :o)

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Pouca sorte... (ou talento)!

Entrava eu um dia destes num conceituado espaço recém aberto da capital quando me deparo com a seguinte frase....

Ter talento não é sorte. A sorte é que exige talento...

De facto é uma frase muito bonita e fica muito bem numa parede branca, tal como ela está... quem entra depara logo com ela, a perseguir-nos (ou não) a dita sorte, empurrada pelo tal talento até à zona das apostas...Engraçado, porque dado o espaço em questão , pensaria que seria mesmo necessário, simplesmente, 99,99% de sorte e o restante, sim, de talento...E, mesmo assim, fiquei a pensar que talento poderá ser necessário para adivinhar qual a máquina que vai ter a combinação de bonecos, carrinhos ou frutas iguais (estão lá os objectos praticamente todos muito bem representados) ou qual o momento exacto para carregar no dito botão que pisca e pisca à espera que a dita sorte (ou será talento?!) o prima... Enfim... depois de tanta concentração e contas aos cêntimos gastos lá carregámos, com determinação, no dito botão...e, de facto, lá sairam uns quantos símbolos numa mesma linha, todos muito engraçados, mas, de iguais não tinham mesmo nada... Nem o dito Joker nos safou... falta de talento, possivelmente...:s

Se assim for, marisa, nenê e inês, de talentosas não temos mesmo nada... :p

Enfim... e lá se foi mais um eurito...

Pouca sorte!!!! :p

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Acordes da vida...


Porque é que uma música pode dizer TANTO ou tão pouco ??? Ou, mesmo não sendo a música, a simples estrofe, o acorde ou a sonoridade...

Porque é que há acordes que nos lembram pautas inteiras, carregadas de um P de Passado que ali ficou preso e dali mais não sai? Ou retalhos de um futuro que avistamos sem o ver, que sentimos sem o saber ou pintamos sem cores ter... ? São estrofes, meia dúzia de palavras, que carregam o peso do momento, da pessoa, do odor, da voz, da frase, do gesto, da cor, do dia, do local... transbordam o tanto que têm, ou o tão pouco que não têm, ali... Naquele som...
E ninguém o tira, ninguém o alivia...ninguém desfaz aquele nó, aquela corda apertada que segura a nota, o acorde, a melodia e o momento...Ninguém...

Ninguém mesmo??!!

sábado, 1 de julho de 2006

Uff...

Depois de um mês recheado de livros, folhas e sebentas, apontamentos rascunhados, noites mal dormidas e longos dias de "retiro"... i´m back... estou de volta à escrita, aos desabafos, às tolarias ou tudo o que quiserem chamar a um pequeno espaço onde me vou expondo, conhecendo e dando a conhecer... Os comentários dos posts anteriores já foram actualizados e a escrita falou, mais uma vez, mais alto... aqui vai mais um, escrito nos primeiros momentos de descanso...

Tenho saudades dos meus momentos, por estes dias afastados... preciso de estar comigo. De acordar às horas que me apetecer, de ouvir uma grande música, cantarolar a letra e soltar o refrão. De ler o jornal, do fim para o príncipio. Sair de casa, sem rumo. Entrar numa livraria e ficar uma hora a ler capas e contra-capas. Passar pelo jardim e ver um renhido jogo de "bisca" ou meia dúzia de crianças suando atrás de uma bola...Saudades de dar comigo a rir sozinha sem razão aparentemente lógica ou aceitável...Saudades de escrever, não sei o quê, nem para quem mas escrever, rascunhar, marcar no papel o que aquele momento, naquele tempo, naquele espaço selou...Entrar num café, pedir um gelado carregadinho de chocolate e, simplesmente, esquecer o mal que aquilo possa fazer... sentar-me e ver o movimento daquele espaço. Olhar para as pessoas, embrulhadas nas suas vidas, numa correria, num entra e sai constante, tantas vezes contagiante... E sentir-me ali, parada, imóvel, adocicada mas rodeada pelo extasiante movimento envolvente, como uma árvore centenária num dia de temporal... Olhar para alguém e, em meia dúzia de minutos, dar lenha à imaginação e deixá-la "em combustão"... nesses minutos dei um nome àquele alguém, dei-lhe um trabalho, uma casa, uma família, uma maneira de ser, parecida com tantas outras mas só igual a si própria, imaginei de onde vinha e para onde ía, imaginei que também teria problemas, como todos...pensei que como pessoa que é também teria momentos de desespero, solidão, apatia, alegria, também teria dias de fugir e dias para recordar... entretanto o relógio acorda-me e evita que me perca em tanta imaginação, já a tocar o irrealismo... Saio do café. Encaminho o meu passo para o rio. Tenho saudades de me sentar na relva e admirar tudo à volta, desafogar o olhar, e encher-me de verde, amarelo, rosa, azul, laranja... respirar fundo. E voltar a respirar. Outra vez. E outra.

Que saudades...