domingo, 7 de maio de 2006

Dia da Mãe



Por me ouvires o primeiro choro, me leres a primeira história, me embalares no primeiro sonho.
Por me ensinares a saltar entre as pedras do caminho.
Por me limpares a gotinha que escorre, depressa, sem ninguém a autorizar.
Por me mostrares o sol num dia de chuva.
Por me dizeres, simplesmente, "estou aqui" ou mesmo não dizendo, sentir-te, calada, ao meu lado a cada minuto, a cada hora, a cada dia. Ontem, hoje e sempre.

E sabe tão bem ouvir aquilo que preciso vindo de ti...

Não só por isto, mas por tudo...!

Uma flor a todas as mães e um beijinho muito especial à minha...:o)

sexta-feira, 5 de maio de 2006



"O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.

Ele não se elogia, e por isso tem mérito.

E porque não está competindo, ninguém no mundo pode competir com ele."

Lao-Tsé

Thanks Zhuge liang !!!! ;)

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Mais um ?!

Indiscutivelmente que o dia de amanhã será diferente do de hoje e hoje nada teve a ver com o de ontem...é um facto. E ainda bem que assim é. As repetições combinam com falta de originalidade, com desmotivação, com estagnação, com inércia... seria olhar todos os dias com os mesmos olhos, seria não se surpreender nem ser surpreendida, seria vê-los desfilar uns a seguir aos outros como um carreirinho...mudos, tímidos sem se afirmarem como diferentes... não!! cada dia não deve ser visto como mais um...mas como um novo dia, um dia que pode ser transformado num grande dia ou num simples dia... pode ser o suficiente para uma grande coisa ou para muitas pequenas coisas...não interessa qtas nem a dimensão, interessa que são outras e isto faz toda a diferença. Mas não entrarei por grandes divagações porque a hora não me permite tal abuso... hoje apenas vos deixo com uma "curiosidade"... (para terminar o dia de maneira diferente...)


amanhã, dia 4 de Maio, à 1h02min e 03 segundos se olharem para o mostrador de um relógio digital (daqueles mais completos, com data e td...) podem ver algo nunca mais visto na história desta grande esfera que gira, gira e gira... e gira outra vez...e outra...

1.02.03 do dia 04.05.06

0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 todos seguidinhos durante um só segundo...eles lá estão... calados, tímidos, num carreirinho...mas podem trazer tanta ou tão pouca diferença para com os seus irmãos (que família apressada esta... não pára por nada!!!!)...
Será mais um momento daqueles, diferente de todos, como todos os outros, mas ainda mais diferente...

Enfim... hoje ficarei por aqui. Amanhã é outro dia, prevejo -o "mais longo" que o de hoje mas sempre novo... e eu cá o espero ;o)

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Fui...

Photo by Schroder :)

Este fim de semana fui lá. Ouvi-lo, senti-lo, vê-lo. Tinha saudades de simplesmente lá estar, de sentir o bater da água fria nos pés num vai-vem constante como quem nos quer embalar, sossegar, anestesiar. E conseguiu. Ali consigo esconder-me de tudo por não ter vontade de pensar em nada. E não penso. Tento ser apenas o eu no mais simples. Não há raciocínios rebuscados, teorias mirabolantes, não há jornais, fármacos, reacções adversas, toxicidade e afins... não há trânsito, televisão, rádio, computador... ali escondo-me dela, da rotina. Ela mesmo que me tenta, dia após dia, incessantemente, militar no seu partido... Ali? Ali tudo é diferente. Não há nada de tecnológico, aliás, é dos poucos sítios em que o que era continua a ser, milhares de anos depois. Há e continuará (?) a haver o que sempre houve. Areia e água. O conteúdo da areia é discutível, assim como o da água, mas não entremos por aí. O pouco que há é o suficiente. (é dos raros sítios onde ainda se consegue ter esse lucroso equilíbrio) Ali tentei, não ver, mas admirar aquela imensidão de água que aparentemente nada nos diz. A mim até tem dito, quando vou lá apenas para o ouvir a ouvir-me, naqueles momentos em que precisamos que alguém nos ajude a ouvirmo-nos. Mas desta vez não. Apenas fui para o sentir. É uma forma de comunicação estranha mas não deixa de ser mais uma, baseada mais no sentir do que no falar...é que ali sinto uma força imensa, mascarada naquela aparente inactividade, naqueles metros, quilometros, milhas em que parece que tudo está parado. parece. mas não. é daquela aparente inércia que tudo gira, é dali que vem a força... e que força!! E é por me ter sempre fascinado esta dualidade que ali gosto de ir. E ficar à espera que me contagie. Nunca está ocupado, a rotina não o convence, a chuva não o demove, o calor é como se o alimentasse. Simplesmente está. Sempre. Forte. Para quem quiser, quando quiser. Tinha que ir. Tinha que ir respirar fundo até não conseguir mais. Tinha que ir preparar-me para o que se aproxima. Tinha que me encher daquilo... e lá fui.